terça-feira, julho 12, 2005

Paisagem


Hoje acordei a pensar em ti, paisagem.
Remeteste o meu pensamento para uma tranquilidade perturbante.
Não te conheço. Não sei de onde vem essa tranquilidade que emanas e me envenena o espírito.
Não te conheço a pureza…
Não encarnas na minha realidade.
Não existes!
Mas… desejo-te! Quero esta sensação, mesmo sendo falsa esperança. Quero este veneno, mesmo sendo mortal. Quero a tua tranquilidade, mesmo sendo perturbante.
As flores, as árvores, a terra… Numa mistura solarenga de verão…
O repouso, a paz, a tranquilidade… Numa utopia sensitiva…
E o tempo pára, para me deixar acreditar… para me deixar escrever a calma que me dás… para te tornar realidade em mim… para seres, enfim…

4 Comments:

Blogger maria said...

Voltarei a ler-"te", paisagem que me invade, assim...
Talvez seja (já) demasiado cedo para poder fruir plenamente, como aqui se conta, esta serenidade. Terei de voltar a experimentá-la, à noite. Logo que a luz caia e tudo se torne mais claro...
Belíssima impressão me fica, para o dia. Para já! Sempre.

quarta jul. 13, 09:17:00 da manhã 2005  
Blogger Unknown said...

cuidado porque as paisagens podem ser passageiras, podem andar a velocidades estonteantes, podem não se fixar.na nossa mente...mas as que ficam, as que tem cheiros e cor e nos fazem brilhar.ai isso são...

quarta jul. 13, 08:22:00 da tarde 2005  
Blogger rokita said...

A paisagem é o cenário que nos persegue e que está sempre ali.
É preciso olhá-la, observá-la, vê-la. Quantas vezes a ilusão que queremos que seja real nos tapa os olhos como de uma venda se tratasse… Quantas vezes nos impede de ver a vida que há numa erva… Uma erva que muitas vezes não apreciamos, mas que no momento certo pode ser a calma e a tranquilidade.

quinta jul. 14, 08:53:00 da manhã 2005  
Blogger maria said...

já passou um mês...
e a "Paisagem" mantém-se...
quem dera o "fogo" da Criação venha e a transforme, para bem!!

terça ago. 16, 10:09:00 da tarde 2005  

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